Como Funciona: Sistema de Ônibus em Campo Grande-MS
Hoje a gente vem com uma proposta diferenciada para vocês caros leitores do nosso site, daremos início a partir de agora a série Como Funciona, que vai mostrar um pouco do sistema de ônibus lá na nossa querida Campo Grande-MS.
No ano de 1949 havia uma frota grande de ônibus circulando na cidade de Campo Grande, em razão da Lei de 29 de novembro de 1949 em que os vereadores aprovaram o projeto número 133, em que eles destinam a verba de 1949 para a construção de uma estação rodoviária destinada a ônibus e caminhões. Com os anos aumenta o número de ônibus, mas ainda era difícil conseguir serviços de manutenção, pois ainda não havia revendedoras de peças para ônibus, além do que os mecânicos eram os artesãos, pois eram eles que faziam o molde de peças que estavam desgastadas ou quebradas e mandavam fundi-las na Indústria Estevão (sendo ela uma das primeiras, que fabricava carroças e charretes), que tinham uma fundição metalúrgica que atendia essas necessidades. Havia outra forma de conseguir peças para reposição: leilões de chassi e peças de caminhões promovidos pelo quartel do exército.
Os proprietários dos ônibus eram ao mesmo tempo motorista, cobrador e mecânico do veículo que operavam, e, apesar de executar todas as tarefas de manutenção ainda tinham um ajudante para caminhar quilômetros para buscar peças e recurso e tirar o veículo e passageiro da situação em que se encontravam ou para tirar o ônibus do atoleiro. Nem sempre as estradas permitiam o tráfego fácil. E além de fazer a manutenção dos ônibus, os proprietários tinham que fazer a sua limpeza para retirar a poeira e o barro que tinham nas vias da cidade, que era feita dentro dos córregos, pois na época não havia meios padronizados para a limpeza dos veículos (um dos córregos mais usados era o Prosa, na atual Avenida Fernando Correia da Costa, com a Rua Joaquim Murtinho). Mais empresas foram surgindo na cidade e essas também encontravam dificuldades, tendo que vender para outras com mais condições de ampliar a sua frota. Nessa época seus proprietários não tinham a ambição de fazer suas empresas enriquecer e contratar centenas de funcionários, sendo assim um trabalho autônomo de prestação de serviços. Também não existia registro de funcionários, pois o próprio dono era o motorista e seus familiares os funcionários que revezavam funções de motorista, cobrador, lavador, mecânico e lubrificador, entre outras. Todo o dinheiro arrecadado ficava em poder dos proprietários, pois não havia escritório e/ou tesoureiro e em razão disso não é possível saber quanto arrecadavam por mês na atividade.
Fonte: Ônibus CGMS/FãBus Brasil
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