Como Funciona: RIT - Curitiba

Apesar de todas as inovações vivenciadas pelo transporte em Curitiba, a bilhetagem foi um dos principais problemas na fase de implantação do sistema de ônibus.


Até 1979, a capital paranaense não possuía uma tarifa integrada a sua rede de transportes. Os usuários que precisassem se deslocar até o centro, tinham que pegar um ônibus alimentador e no terminal de integração deveriam pegar um veículo expresso pagando outra tarifa, porém os usuários optavam por utilizar os ônibus convencionais que faziam linhas bairro/centro o que resultou na criação de algumas soluções por parte do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC). Inicialmente eram disponibilizados pela prefeitura tíquetes, ou seja, quando o usuário embarcava no veículo alimentador automaticamente ele recebia um tíquete que o isentava de pagar outra tarifa, o mesmo valia para caso o mesmo pegasse um ônibus expresso e tivesse que pegar um veículo alimentador para chegar ao seu destino, porém esse método durou por pouco tempo devido ao alto índice de falsificação dos tíquetes.


A segunda solução foi dividir o valor total da tarifa, com isso os passageiros pagavam metade do valor da tarifa no alimentador e outra metade no expresso, porém entedeu-se que era uma prática injusta, já que beneficiava quem morava nas regiões próximas do centro e dependia apenas do veículo expresso para chegar ao seu destino, sendo assim a estratégia foi abandonada.


Na terceira tentativa, os veículos alimentadores eram gratuitos e não possuíam a presença de cobrador, sendo assim o pagamento da tarifa era necessário apenas nos expressos. Em contra partida como várias linhas alimentadoras paravam nos terminais, era possível andar de ônibus gratuitamente pelos bairros de uma determinada região, o que fez com que aumentasse o chamado turismo suburbano já que os usuários faziam o embarque em um alimentador e no terminal pegavam outro ônibus do tipo.


A quarta tentativa resumiu-se ao fechamento dos terminais, ou seja, os terminais de integração foram cercados, com isso os passageiros pagavam a tarifa no alimentador para se deslocar até a integração e ao desembarcar no terminal podiam pegar outro ônibus sem precisar pagar. No entanto quem quisesse entrar no terminal sem está dentro de um coletivo, pagaria uma tarifa para poder desfrutar dos serviços de transporte público.


Em 2015, a bilhetagem eletrônica por meio do cartão de transporte é extinta nos ônibus da região metropolitana, já que a mesma passou a utilizar um serviço próprio, o atual cartão metrocard. Essa mudança foi resultado de um impasse entre a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado do Paraná, gerando assim uma queda no subsídio que era de R$7,5 milhões para R$2,3 milhões por parte do governo estadual que na época afirmou que o custo de operação era menor do que o valor repassado para URBS. Em 2016, após o fim das eleições houve um acordo entre o governo estadual e prefeitura, gerando o aumento do subsídio para o transporte integrado da capital e da região metropolitana.


A tarifa de ônibus hoje Curitiba custa exatos R$4,50, já a tarifa técnica do sistema custa cerca de R$4,79. Além disso os usuários contam com condições como integração temporal, sendo essa opção disponível em 2 tipos diferentes, o primeiro é a integração temporal com ônibus e o segundo é com equipamentos urbanos, em uma matéria a parte nos mostraremos como funciona e explicaremos melhor, além disso em 2017 segundo a URBS foram realizadas mais de 600mil integrações temporais. Já a isenção tarifária é valida para: idosos com idade superior a 65 anos, aposentados por invalidez, oficiais de justiça com apresentação da identificação, fiscais do transporte coletivo, operadores do sistema como motoristas e cobradores, carteiros, polícias e guardas fardados. Estudantes com renda familiar de até 5 salários mínimos possuem 50% de desconto no valor total da passagem.
Fonte: Fãbus Brasil

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