SIT - São Luís: Capital maranhense poderá amanhecer sem ônibus nesta segunda (17/02).

Após mais uma rodada de negociações realizada no Tribunal Regional do Trabalho na última sexta-feira (14/02) entre rodoviários, patrões e gestão municipal e estadual, a capital maranhense e a região metropolitana devem amanhecer com o sistema de transporte 100% paralisado.
Em nota divulgada nas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) afirmou que, após o encontro ocorrido no TRT, conduzido pelo desembargador Luiz Cosmo e com a presença do Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET), da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB), não houve acordo entre as partes. Dessa forma, foi mantido o aviso de greve, com início nesta segunda-feira (17/02).

Ainda em nota, o STTREMA afirmou que o sindicato patronal alegou não ter condições financeiras para atender às demandas solicitadas em Convenção Coletiva de Trabalho pelos rodoviários, destacando:

"Agradeço a disponibilidade do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão em reunir rodoviários e empresários para discutir a nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Infelizmente, saímos dessa conciliação, mais uma vez, sem uma contraproposta. Diante dessa postura dos patrões, não nos resta outra alternativa a não ser deflagrar a greve. O movimento está mantido e deve acontecer já nas primeiras horas de segunda-feira (17)." Marcelo Brito, presidente do STTREMA.

Também por meio das redes sociais, o Sindicato das Empresas de Transportes de São Luís anunciou que entrou na Justiça para assegurar que 80% da frota se mantenha em operação durante o movimento grevista, de modo que o impacto aos usuários das mais de 200 linhas da Grande São Luís seja minimizado.

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana, que gerencia as operações das linhas metropolitanas, afirmou, por meio de comunicado, que tem acompanhado e participado ativamente das tratativas de conciliação entre o sindicato patronal e a classe operária. A MOB destacou que apresentou uma proposta de remuneração compensatória para a mão de obra dos rodoviários, proporcional ao percentual indicado pelo SET, mas que a oferta foi rejeitada pelo sindicato. Além disso, ressaltou que não possui pendências financeiras relacionadas ao pagamento de subsídios para as empresas do sistema semiurbano.

Já a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, responsável pela gestão das linhas do sistema urbano atendidas por três consórcios e uma empresa desde 2016, não se pronunciou sobre o assunto. A expectativa é que, mesmo com a paralisação nesta segunda-feira, uma nova reunião de mediação entre STTREMA e SET, com a presença da SMTT e da MOB, seja realizada.

Enquanto o impasse persiste, mais de 500 mil usuários do transporte coletivo da Grande Ilha se preparam para uma segunda-feira que pode ser caótica em relação ao deslocamento para o trabalho, escola, universidade e retorno para casa.
Fonte: Transporte em Foco.

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